Professora estimula alunos em sala de aula com dinâmica de "mercadinho"
A sala de aula virou um mercadinho de brincadeira, para ensinar educação monetária aos alunos na E.M. Profª Carmen Nelita Anselmo Vettorazzo, Região Norte de Rio Preto. A ideia é da professora Cristina Fernanda Nunes Augusto que, passou a desenvolver a dinâmica com dinheiro de mentira para estimular educação financeira, consciência em uma dinâmica fluida, criativa e importante que irá refletir na vida adulta.
De acordo com a educadora, a necessidade de trabalhar conceitos financeiros previstos para o 4º ano do ensino fundamental foi o start para a estratégia. Assim, em um projeto criado por ela, os alunos aprendem em um ‘mercadinho’ utilizar dinheiro em situações comuns da vida, com cédulas de brinquedo e carimbo exclusivo da turma. “Com o tempo, percebemos que os alunos acumulavam muitas notas, o que nos levou a criar cartões de crédito fictícios, com valores de 1 mil, 2 e 3 mil. Essa novidade os motivou ainda mais a conquistar 'dinheiro' para trocá-lo pelos cartões”, disse.
Nunes conta que, o dinheiro é obtido por meio da realização das atividades propostas além de atitudes de bom comportamento. “Durante o bimestre, cada aluno guarda o dinheiro conquistado em um envelope individual, que é entregue a mim ao final do período. Esse envelope funciona como um registro do saldo acumulado por cada criança”, explica.
Ao final de cada bimestre é realizado o mercado — carinhosamente apelidado de 'feirinha' pelos alunos devido à variedade dos itens. Além disso, a professora devolve a cada um o valor correspondente ao seu saldo. Em uma planilha projetada no telão da sala, os alunos podem ver o saldo inicial e a cada compra realizada, os valores são atualizados, permitindo que cada aluno acompanhe em tempo real o que cada um gastou e o que sobrou.
PRODUTOS
Cristina detalha que os produtos oferecidos são arrecadados por ela mesma bem como de amigos e variam entre brinquedos, calçados, materiais escolares, livros e acessórios. “Todos os produtos recebem preços e são organizados em categorias, simulando um comércio real, no qual as crianças podem aplicar na prática conceitos de matemática, consumo e planejamento”, fala.
Segundo ela, a ideia do mercadinho superou as expectativas, estimulando a participação nas atividades, contribuindo para que os conteúdos fossem trabalhados de forma mais significativa, conectando aprendizagem à prática do dia a dia. “Eles se envolveram tanto com a proposta que sugeriram a criação de uma feirinha organizada por eles mesmos, trazendo de casa, com autorização dos pais, itens de pequeno valor ou objetos confeccionados por eles, como dobraduras, pulseiras, desenhos, anéis de elástico, revelando um grande senso de dedicação e empreendedorismo”, analisa.
A feirinha mostra como alguns alunos possuem vocação para negociar, vender e até para gerir o caixa das 'lojinhas'. A brincadeira tem dado tão certo que alguns alunos contratam colegas como funcionários para auxiliá-los nas vendas, remunerando-os com parte de seus lucros, o que torna a vivência ainda mais próxima da realidade do mundo do trabalho.
Todos os dias, conforme a professora, os alunos são recompensados à medida que realizam as lições de casa, além de uma assembleia com a turma, para refletir sobre o desenvolvimento coletivo e identificar aspectos a serem melhorados. “Durante essas reuniões, cada aluno recebe o valor correspondente ao seu desempenho e participação, tornando o processo de aprendizagem mais concreto e motivador”, pontua.
A professora destaca que, os resultados têm sido extremamente gratificantes. “Sinto um imenso orgulho do quanto eles têm evoluído e aprendido com cada experiência. É emocionante ver o quanto eles dizem que o mercadinho ajuda a entender o futuro quando eles estiverem trabalhando na fase adulta”, finaliza.
By Dani Manzani
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Muito bom esse incentivo
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