Campanha para jovem mirassolanse leva Hemocentro Itinerante a Mirassol

 Neste sábado (25/10), o Hemocentro de Rio Preto irá promover uma ação especial de incentivo ao cadastro de doadores voluntários de medula óssea no Redome (Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea). A ação está sendo realizada em parceria com a Prefeitura de Mirassol, e irá acontecer das 9h às 13h, com equipe especializada na Praça Dr. Anísio José Moreira, popularmente chamada de “a Praça da Matriz”, em Mirassol, para cadastro digital e coleta da amostra de sangue dos novos doadores.

Praça da Matriz,  em Mirassol, onde será feito o cadastro de doadores de medula óssea pelo Hemocentro


Segundo a Dra. Andrea Garcia, diretora técnica do Hemocentro de Rio Preto, o propósito da iniciativa é conseguir aumentar o número de doadores de medula óssea. “Desejamos cadastrar mais voluntários de uma forma que seja mais fácil para eles. Nós vamos até o lugar onde eles estão. Temos uma diversidade genética importante na população, então quanto mais doadores maior a chance de achar a pessoa compatível com o paciente”, diz.

A diretora enfatiza que o cadastro digital é facilitado, principalmente porque evita erros na hora de cadastrar as informações pessoais. “O doador fazendo ele mesmo o cadastro pelo aplicativo do Redome evita que haja erro de informação, como por exemplo, erro de localização, telefone, endereço, algo que possa prejudicar a comunicação com ele”, avalia.

CAMPANHA PARA JOSÉ PEDRO

De acordo com a assessoria de imprensa da entidade, o mutirão vai além de ampliar o número de voluntários no banco nacional. Aliás, o feito carrega uma grande missão de empatia – ou seja – uma mobilização em torno do jovem José Pedro da Silva, de 16 anos, diagnosticado com leucemia em agosto deste ano. Por meio da campanha, familiares, amigos e a comunidade mirassolense se dedica a encontrar um doador compatível.

Amanda de Cássia Ribeiro, de 27 anos, é irmã de José Pedro e conta que tudo começou com um sintoma inesperado.

“Descobrimos porque ele sentia uma pressão no peito quando fazia esforço físico. Achamos que fosse algo no coração, mas o exame de sangue mostrou alteração nos leucócitos. Depois veio o diagnóstico de leucemia”, relata.

Amanda, que já era doadora de sangue antes mesmo da doença do irmão, conta que a experiência reforçou a importância da doação.

“É muito importante. Eu sempre doava sangue, mas não sabia como funcionava o cadastro da medula. Agora entendo o quanto esse gesto pode salvar não só o José Pedro, mas muitas pessoas que esperam na fila”, diz.

Após uma publicação de Amanda nas redes sociais, diversas pessoas sentiram a necessidade de colaborar. O movimento chamou a atenção do vice-diretor da escola onde José Pedro estuda, Rubens Ricardo Garcia Lopes, que entrou em contato com o Hemocentro de Rio Preto; surgindo então a ideia de levar o Hemocentro Itinerante a Mirassol.

“Como estamos precisando de doadores, pensamos: por que não trazer o Hemocentro até aqui? Entramos em contato e a equipe aceitou prontamente. A Prefeitura também está apoiando”, afirma.

O secretário Municipal de Saúde de Mirassol, Frank Hulder de Oliveira, ressalta que a Prefeitura está apoiando a mobilização.

“A doação de medula óssea é um gesto de empatia e esperança que pode salvar vidas — e ações como essa reforçam o quanto a solidariedade da nossa comunidade faz diferença. É uma oportunidade de ajudar o jovem José Pedro e, ao mesmo tempo, ampliar a chance de muitos outros pacientes encontrarem um doador compatível.”

Sobre o Redome

Coordenado pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca) e vinculado ao Ministério da Saúde, o Redome é o terceiro maior banco de doadores voluntários de medula óssea do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos e da Alemanha — e o maior entre os de financiamento exclusivamente público. Criado em 1993, o registro reúne cerca de 5,9 milhões de brasileiros cadastrados.

O Redome conecta pacientes que precisam de transplante de medula óssea a doadores não aparentados. Em 2023, 366 transplantes foram viabilizados por meio do sistema. Atualmente, a chance de encontrar um doador compatível no Brasil é de cerca de 90%.

Além de atender à demanda nacional, o país também exporta material para outros países — mais de 800 doações já foram destinadas a pacientes no exterior.

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